• Baixo Alentejo, um território de oportunidades!

    June 5, 2020

    101532684_3052061041554923_2959250153619324928_nAbrangendo 10.8% do território nacional, numa extensão de 8.544,6 km2, o Baixo Alentejo é hoje uma região particularmente diferente daquela cuja perspetiva ainda vem vigorando, anterior a Alqueva.

    Composto por 18 concelhos, 13 dos quais pertencentes ao distrito de Beja, o Baixo Alentejo assume um dinamismo crescente e uma maior abertura e exposição ao exterior.

    Fadado pela autenticidade e identidade únicas, trazendo consigo características históricas capazes de lhe conferir um património material e imaterial tão rico quanto distinto, esta região tem, também, vindo a assumir, na última década, um potencial de afirmação competitivo, diferenciador e sustentável, tendo por base o desenvolvimento e aperfeiçoamento das actividades de produção já existentes, mas também a fixação de novas variantes especializadas e inovadoras. Um novo paradigma trazido pelo empreendimento dos fins múltiplos de Alqueva, cuja escala e modernidade permitiram um novo impulso na dinâmica do território.

    É factual e histórico que o Alentejo sempre se assumiu dependente do sector primário, pelo que um investimento à escala de Alqueva se evidenciou absolutamente decisivo diante da possibilidade de imprimir um modelo sustentável de transformação agrícola. O regadio, sabemos, revelou-se um importantíssimo motor do tão ansiado desenvolvimento, representando a importância do investimento privado como resposta e consequência do investimento público, mas também se assumiu como promotor económico da região, trazendo consigo a necessidade de instalação de outras indústrias, como sejam as agroalimentares.

    Por outro lado, o Alentejo não regado, onde não chega a água de Alqueva, tem vindo a reinventar-se, a adaptar-se aos novos tempos e a especializar-se, num instinto de sobrevivência. Contudo, é neste Baixo Alentejo não regado que as politicas públicas urgem, para que seja possível aos agricultores diminuir o risco de investimento e conseguir um maior retorno financeiro, através de novas formas de exploração da terra, dando o seu contributo no crescente dinamismo económico da região.

    E aqui, o posicionamento geográfico, a orografia do terreno e as características climáticas, garantem as condições ímpares e inquestionáveis no que ao reforço das relações económicas diz respeito, para que assim, à semelhança da última década, a região se possa continuar a assumir como um polo de atracção de investimento privado, aberto ao mundo.

    Capaz de oferecer a quem o procura um leque diversificado de património, cultura, natureza, turismo e competências – em áreas diversas –  assim como amplas oportunidades de investimento, o Baixo Alentejo foi adquirindo uma maior exposição mundial, sendo procurado por curiosos, investidores e amantes de múltiplas nacionalidades.

    A diferenciação da oferta turística, que vai desde o ecoturismo, ao turismo rural, passando pelo enoturismo, pelo património arquitectónico e artístico mais citadino ou mais tradicional – se centrado nas aldeias típicas – revelou-se uma importante fonte de receita e captação de pessoas. Porém, o enorme potencial agrícola da região, tem permitido que novas (grandes) empresas se fixem e cresçam, potenciando o desenvolvimento do sector das agro-indústrias, quer ao nível da produção, quer ao nível tecnológico. Deste importante passo, passou o Baixo Alentejo a ser conhecido e reconhecido não só pela excelência dos vinhos e azeites, mas também pela sua forte capacidade de produção e transformação de frutos secos, frutas frescas, hortícolas e novos produtos medicinais.

    De salientar será também o desenvolvimento do cluster aeronáutico, nos últimos três anos, e o potencial de desenvolvimento que encerra o Aeroporto de Beja, não só como suporte logístico, mas como promotor da afirmação internacional do Alentejo, criando um conjunto de oportunidades de dinamização e maior desenvolvimento da economia local e nacional. E porque atrás do desenvolvimento tecnológico surgem sempre novas necessidades, é já possível identificar start-ups de sucesso sediadas na região, cuja visão estratégica lhes tem permitido vingar e dar algumas das muitas respostas que se impõem e são necessárias. Aqui, o território baixo alentejano surge novamente como terreno de cultivo às oportunidades, em áreas onde ainda muito está por fazer.

    Fácil será então, perceber, que o Baixo Alentejo é uma região fortemente marcada pela oferta de oportunidades e capaz da fomentação contínua da atratividade. Dá de si a quem em si investe, sem nunca perder o que tem de mais genuíno, ímpar e peculiar.

    Rita Palma Nascimento, Baixo Alentejana,  Sócia da Alentejo de Excelência

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